MATHEUS BOTTI VIDAL






 



 

 



03/02/2008 20:34
Ah esqueci de mais alguns detalhes.
O castelo ao fundo na foto tirada por mim, foi cenário dos filmes do Harry Potter. Isso quem disse foram os guias da cidade. Como Harry Potter não é meu filme preferido e nem sei como é o castelo do filme, não posso comprovar se é idêntico.

Outra informação: a cidade tem o mesmo número de habitantes que a minha cidade. O mesmo não. Quase a mesma coisa. Só para encher lingüiça.

Adiós.
Mat.
enviada por Badauí



03/02/2008 20:30
Era para voltar postar todos os dias. Mas a preguiça, a maldita preguiça e a vontade de não fazer nada impede, mesmo o pc estando a menos de 10 metros da minha frente.

Enfim.
Tantos lugares para se falar.
Passamos para a próxima parada ou melhor, próximo porto.

DOVER, ENGLAND.





Acredito que todas as praias da Inglaterra sejam assim. Sem graça mas com um pequeno charme. Praia em minha cabeça lembra coqueiros, areia fina, sol forte, mar claro. Não pedra no lugar de areia, água escura e gelada e fileiras e mais fileiras de rochas. Mais nada. Mas tem seu charme.
Dover é uma pequena cidade na costa sudeste da Inglaterra e é o maior porto do Canal da Mancha. Tem a sua importância. Enfim.
Apenas 1 dia para conhecer seu centro charmosinho e as construções inglesas e ainda deu tempo para uma Fosters. Enfim.

Hora de voltar para a casa flutuante.

Ks.
Mat.
enviada por Badauí



30/01/2008 01:50
COPENHAGEN, A CIDADE DE BRINQUEDO.





Que cidade é essa!
Sinceramente não imaginava nada sobre a capital dinamarquesa. Quando falamos de países como Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça e Dinamarca, esperamos o melhor. Sempre. Países ricos, educados, desenvolvidos, perfeitos, lindos e os adjetivos não páram por aí.
E foi isso mesmo que eu encontrei. Apesar de passar apenas 1 noite, já é suficiente para se ter uma idéia de como são as coisas em um lugar.





O único problema que incomoda é o frio. Final de Verão e para nós brasileiros, é o dia mais frio de nosso Inverno. Para quem é do Centro Sul.

Tivoli, a parte boêmia da cidade foi a primeira parada. Logicamente que tomar uma Carlsberg fazia parte do roteiro. E para não se perder, melhor ir à um lugar que é programa de turista, o Hard Rock Cafe.
A cervejinha gelada em um frio de 5 graus e várias loiras ao seu lado foi brincadeira.
Parei por um instante e dava uma risada de não acreditar o que meus olhos viam. Sinceramente parecia um sonho. Primeiro por conhecer Copenhagen e segunda por ver tantas loiras verdadeiras em um mesmo lugar.

Hora de voltar ao Hotel porque a realidade nos esperava no dia seguinte.

Adiós.
Mat.

enviada por Badauí



30/01/2008 01:32

LONG TIME COMING TO THE NORMAL LIFE

LONG TIME COMING TO THE NORMAL LIFE !

Embarque no dia 16/09/2007, num vôo de São Paulo com destino à Copenhagen, com uma conexão por PARIS. A aventura começava ali. Não sei se posso chamar de aventura ou ralação. Na verdade os dois servem para definir os 5 meses à bordo do Costa Mágica, mas que meus amigos insistem em chamar de Costa Trágica.

Mas antes voltamos para Paris...a primeira cidade européia na aventura.





Poderia dizer facilmente que é a mais bela cidade do mundo. Não existe nada parecido com ela em todo mundo. Tudo é surreal. Como dizem os mais frescos, é chique. Limpa, organizada, bela e acima disso, um museu à céu aberto.

Flores, verde, frescuras diga-se de passagem, mas fora do comum. Não é a toa que é a cidade que mais recebe turistas em todo o mundo. A França recebe em média, por ano, algo em torno de 70 milhões de turistas, e todos eles querem passar por Paris.

Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Champs Elysées, Rio Sena, Montmartre, cafes, enfim. As 6 horas caminhando por Paris foram bem aproveitadas.

Estava na hora de voltar para o Charles de Gaulle e pegar o jatinho com destino à loira Copenhagen. Voilà !





BONSOIR..
Mat.
enviada por Badauí



06/04/2007 15:00
Depois de tanto tempo, para que voltar?
Falta inspiração, muitas coisas aconteceram, e coisas ruins aconteceram na vida e o sem rumo fica atordoando você todos os dias...mas num belo dia escrever alguma coisa pode ser muito bom.

Enfim.
Logo algumas coisas podem aparecer por aqui. Se alguém ler isso.
enviada por Badauí



15/08/2006 18:45
If the world ends?

I don´t know. But I believe it.

Livre inspiração nas canções viajantes e etéreas do Guillemots.

E é deles que é relacionado esse post.

Guillemots não é uma banda simples no que se refere a influência ou estilo musical. Está a frente de tudo que já foi lançado ou está sendo “de novo” no mercado musical inglês ou americano. Sinceramente ver uma banda como eles fazendo o que estão fazendo é muito bom. E prazeroso.

Barulhinhos da natureza, ecos falsos, piano de brinquedo, inspiração nos Cosmic Planets, caminhos, uma voz poderosa, percussão e um (!) violãocelo. Toda essa mistura só poderia realmente render uma obra. E é o que está acontecendo.

O quarteto formado em Londres, é bem globalizado com integrantes de regiões tão diferentes como Brasil, Canadá e Escócia, lançou em Fevereiro de 2006, um EP (lá) ou como costumamos chamar aqui, um mini-álbum chamado FROM THE CLIFFS com oito singelas e lindas canções. Esse EP é a união de outros dois EP´s anteriores I SAW SUCH THINGS IN MY SLEEP e TRAINS TO BRAZIL, difícil de serem encontrados hoje.





Segue o tracklist de FROM THE CLIFFS (2006)

01 Sake
02 Trains To Brazil
03 Made Up Lovesong #43
04 Over The Stairs
05 Who Left The Lights Off, Baby?
06 Cats Eyes
07 Go Away
08 My Chosen One

E depois da estupenda recepção da crítica e dos rockers indies, não demoraria para sair o disco. O então esperado disco da banda. E assim foi feito.

THROUGH THE WINDOW PANE é sem palavras e sem modéstia, lindo. Lindo. Completamente fora do normal. Completamente estranho, impecável, digno de uma obra. A primeira vez em que escutei IF THE WORLD ENDS (faixa no. 7), um bootleg de uma apresentação da banda na XFM em Londres, já havia amado. Linda e triste. Completamente melancólica. Mas a versão do disco está mais arrepiante e é capaz de me fazer cortar os pulsos. Linda. Linda. Eu não consigo parar de escutar. O começo já começa a arrepiar a alma. Às vezes se torna sonâmbula, perfeita para um noite chuvosa, triste, sádica e tenebrosa. Ufa!

Sinceramente o disco todo é perfeito. Já escutei inteirinho mais de 6 vezes. E continuo querendo repetir a dose. Como eu falo, às vezes, há discos (bem poucos), que felizmente não enjoam.





Abaixo você confere o tracklist dessa obra-prima:

01 Little Bear
02 Made Up Love Song #43
03 Trains To Brazil
04 Redwings
05 A Samba In The Snowy Rain
06 Though The Window Pane
07 If The World Ends
08 We're Here
09 Blue Would Still Be Blue
10 Annie, Let's Not Wait
11 And If All...
12 Sao Paolo

Depois de ter me apaixonado por TRAINS TO BRAZIL e WE´RE HERE, agora posso elejer como IF THE WORLD ENDS como a canção que ocupará meu coração por um bom tempo. A voz de Fyfe e as esquisitices se assemelham a Thom Yorke, mas não há comparações entre dois gênios. A mente por trás do Guillemots é Fyfe Dangerfield, sem dúvida. Por ele ter montado a banda, e pelas livres inspirações e interpretações desse mundo cada vez mais estranho. Nos shows da banda você encontra coisas assim: sons tirados de um saxofone de brinquedo, uma pequena percussão interessante, barulhinhos escalabrosos e acim de tudo, inteligência em misturar tudo isso e fazer pérolas pops ecoar em nossos ouvidos.




Acima, o single MADE UP LOVE SONG # 43. Essa música é linda e ao vio é linda. Se tiver curiosidade, procure no Youtube e tire a própria conclusão. Ao vivo no Top Of The Pops, o principal programa musical do Reino Unido.

Por exemplo: no final da canção IF THE WORLD ENDS, uma garotinha fala em bom português “Mas o mundo não acabou/Ainda/De qualquer forma”. Já na faixa BLUE WOULD STILL BE BLUE, passarinhos e barulhinhos como se fossem uma harpa ecoam trazendo uma sensação de tranqüilidade. Não que seja isso que eu esteja procurando isso. E nem serve para isso. Mas a sensação é essa. Procure, compre, baixe. Faça o que você quiser. Mas se há um disco essencial para a vida toda, esse disco é THROUGH THE WINDOW PANE. E se há uma banda capaz de fazer isso e muito mais, essa banda se chama GUILLEMOTS.




Em cima, o outro single, TRAINS TO BRAZIL. Uma das músicas mais legais e uma das minhas preferidas.

Veja no Youtube (meu site preferido), um videozinho bacaninha de Fyfe Dangerfield no violão e Aristizábal no violãocelo numa performance acústica de.............TRAINS TO BRAZIL.

Aqui você acha.

http://www.youtube.com/watch?v=FsEQ4qn9V7M&search=Guillemots

Por agora chega.
Recuperação de uma cirurgia na nariz, e daqui a 1 semana volto ao normal.
Abraço a todos.


enviada por Badauí



24/06/2006 16:31


Cada vez mais esparso, mas tentanto sobreviver. Essa a situação recente desse meu humilde mais sincero blog. Apesar de tentar às vezes sem sucesso, eu meio que me esforço em tentar fazer dele uma coisa legal e simples....para mim. Isso não é egoísmo.

Apenas sinceridade na hora de encarar os fatos reais.

Nas minhas idas a mais über cidade do mundo, São Paulo, sempre passo por 2 ou 3 locais essenciais mais 2 novos que estão programados. Na verdade a idéia é explorar o que essa megalópole fenomenal oferece de bom e curioso. Não quero ficar visitando shoppings porque todos eles são iguais, só muda a fachada e local da escada rolante. O resto é padrão.

Dentro desses lugares essenciais, está, felizmente a London Calling. Para quem não sabe, é a loja mais foda de São Paulo para quem quer comprar discos ingleses na maioria, de bandas essenciais para quem é fã de rock, britpop, art-rock, shoegazer, power pop e por aí vai. Sempre que entro lá, saio com no mínimo 3 discos.

Hoje é um luxo sair de uma loja de discos com mais de 2 discos bacanas por preços legais. Apesar de quê, lá na London os discos não são nada baratos. A maioria é importado. E para um país com a maior carga tributária do mundo (ou é a terceira?), não tem como imaginar alguns discos a preços sinceros.

Enfim.
Na verdade, essa pequena historinha culturo-turística da minha vida, é para fizer como foi que eu comprei o disco que gerou esse post.

“Stop Me If You Think You've Heard This One Before…” é a bolacha fina que gerou a minha idéia de colocar realmente o que eu senti ao ouvir esse disco. Coisa fina. Coisa para pessoas que querem aproveitar o que a música pode nos oferecer.

Um disco que eu já havia escutado em sites e coisas assim. Mas nunca a possibilidade de compra-lo. Para quem me conhece, deve saber que eu não pago por um disco mais do que 25 mangos.

Bandas que já fizeram parte do cast da gravadora como Galaxie 500 e que nem existe mais está ainda no meu imaginário. O Galaxie 500 com as suas canções etéreas e calcadas na melancolia sempre me fascinaram. E bandas como The Strokes que estão no mainstream.
Muito mais legal do que esse disco, foi eles colocarem bandas “novas” do cast deles para fazerem algumas versões para as canções de bandas que já passaram pelo cast. Uma idéia simples e fantástica.

Surpresas acontecem quando você ouve a versão de Ride It On da Mazzy Star feito pelo Delays (eu simplesmente adoro essa bandas!) ou o hit Last Nite dos Strokes feito pelo The Detroit Cobras. Coisas assim. E há ainda duas versões do Galaxie 500 feito pelo The Tyde (Tell me) e British Sea Power (Tugboat). Simplesmente foda.
Mas a canção que eu mais amo dessa compilação, com certeza é a Dunes cantada pelo The Hidden Câmeras.
Simples e básica. Mas eu sempre tive tendência para as canções básicas. Em sussurros e não em falta de talento.

Enfim, procurei e consegui uma entrevista com Geoff Travis, que foi e é o cara ainda por trás de tudo isso que chamamos de Rough Trade.

Há um tempo atrás eu coloquei uma foto legal da fachada da Rough, na Talbot Road em Londres. Mas dessa vez eu só coloco a capa do disco em questão e a entrevista na faixa que eu copiei com muito gosto do foda Coquetel Molotov. Leia e veja as histórias por trás dessa music shop and recorder.

Segue então a maravilhosa entrevista feita pela jornalista Ana Garcia do Coquetel Molotov:

Rough Trade - Geoff Travis
Ana Garcia em 16.11.2005

"Oi, o meu nome é Geoff [Travis]. Quando eu tinha 14 anos a minha irmã me levou para assistir aos Beatles e Rolling Stones no NME Poll Winners Concert no Empire Pool, Wembley. Eu sentei quase na última fileira, e as bandas estavam muito longe, e enquanto a noite passava, os gritos dos fãs ficavam cada vez mais altos. Enquanto os Beatles tocavam as suas últimas músicas em um palco britânico, tudo o que você podia escutar eram gritos de adolescentes. Eu fico feliz em minha irmã ter me levado junto".

Geoff Travis é o homem que mudou a vida de gerações de pessoas no mundo inteiro com a Rough Trade. Não é por acaso que a Trama recentemente lançou nacionalmente a compilação Stop Me If You Think You've Heard This One Before..., um retrato das duas gerações que a Rough Trade criou em seus 25 anos.

A sua história começou em uma pequena loja de discos, fundada em 1976 no bairro de Nothing Hill, em Londres. Dois anos depois a loja se transformou em um selo para lançar bandas do efervescente movimento punk. Ao longo dos anos Geoff lançou algumas das bandas mais importantes das últimas décadas (Smiths, Azetec Camera, Stiff Little Fingers, Feelies, Scritti Polliti, Cabaret Voltaire, Robert Wyatt, Pere Ubu, The Fall, Young Marble Giants, Wire, Jonathan Richman, Horace Andy, James, Galaxie 500, Pop Group, Go-Betweens, Bill Laswell, Beat Happening), criou a distribuidora mais poderosa da primeira metade dos anos 80 (a Rough Trade Distribuition, que distribuía discos da Factory, Creation, Mute e outros selos independentes ingleses) e simplesmente definiu o conceito de independência.

Depois disso surgiram vários problemas devido aos acordos milionários com grandes corporações, bandas deixando a Rough Trade para assinarem com majors e o colapso da Rough Trade Distribuition. Mas, Travis não se deu por vencido, depois de anos de batalhas judiciais para o uso do nome Rough Trade, o selo ressurgiu para colocar a boa música no mapa novamente. Com um começo um tanto quanto tímido, a Rough Trade, em seu décimo lançamento após sua volta, mostraria que ditaria os rumos das próximas décadas com o lançamento do EP The Modern Age de uma iniciante banda de Nova Iorque chamada The Strokes.

Assim como os Strokes, outras bandas da Rough Trade logo começaram a receber excelentes críticas por parte de revistas e semanários musicais e frequentar as paradas independentes, como The Moldy Peaches, Hope Sandoval, British Sea Power, Beachwood Sparks, Libertines e A.R.E. Weapons. Recentemente, a Rough Trade assinou com o Belle & Sebastian e continua apostando em nomes como Adam Green, Fiery Furnaces e Hidden Cameras.

"Depois de 15 segundos da introdução da guitarra, eu interrompi Matt e falei, eu definitivamente irei lançar esse disco "

Qual era o conceito quando você começou a Rough Trade?
Evitar as tarefas de um emprego normal e escutar música o máximo possível.

Qual era a sua motivação?
O amor pela boa música.

Qual é a sua motivação agora?
A promoção da boa música.

Você tem alguma idéia cultural especifica?
Eu acredito em humanismo, em multi culturalismo e no desejo de ajudar a criar alguma beleza no mundo. O meu pensamento é socialismo intelectual com uma mente aberta à cultura. Rough Trade foi o primeiro selo co-operativo que teve sucesso na indústria musical.

Você poderia contar algumas histórias legais das décadas passadas?
Nos anos 70, o nosso selo começou quando um grupo francês chamado 'Metal Urbain' chegou na loja com a gravação de duas músicas que eles acabaram de fazer em Paris. Eu falei para eles que se eles precisassem de ajuda para lançá-la, nós poderíamos fazê-lo.

Nos anos 80, a nossa companhia de mais de 250 pessoas correu em uma série de pedras comercialmente desastrosas. Todo o edifício da Rough Trade quebrou até virar pó. E o nosso precioso catálogo do Smiths foi vendido para WEA [Warner] para ajudar as minhas dívidas de distribuição. Isso quase me causou um ataque nervoso e muita angústia. Isso me ensinou que a melhor forma era talvez não tentar crescer muito grande. Isso não é uma história bonita, mas é construtiva para poder dizer: escolha bem as pessoas com quem você trabalha, bem cuidadosamente.

Nos anos 90, éramos o manager do Pulp no verão de 1995. O Stone Roses era para ser a [banda] principal no Glastonbury [Festival], mas eu acho que John Squire machucou a sua mão e eles não poderiam tocar. Às 11h Pulp pisou no palco. Foi a vez que eu vi a banda mais nervosa. Mas assistir ao Glastonbury cantando junto as letras de "Common People" foi umas das coisas mais impressionantes que eu já vi. Foi um momento definitivo na vida de Pulp.

O que você procura em uma banda?
Eu procuro pelo sentimento que me excita, que me faça correr para ir comprar esse disco e ir assisti-los tocar ao vivo. Uma qualidade que me faz involuntariamente tocar os seus discos de novo e de novo.

Como você descobriu The Strokes?
Um amigo ligou para mim. Matt Hickey, que era chefe booker da Mercury Lounge em Nova Iorque, ligou para mim uma noite e falou, "escute isso, acho que você vai gostar disso", e pelo telefone ele tocou o que era na época a demo do Modern Age. Depois de 15 segundos da introdução da guitarra, eu interrompi Matt e falei, eu definitivamente irei lançar esse disco. Foi tão fantástico. Depois disso Jeannette e eu viajamos para Nova Iorque para começar todo o processo.

Quais são os seus pensamentos sobre hype?
Hype não é importante se o trabalho pode se manter a par quando for feita uma análise de perto.

Qual foi o maior erro que você já fez?
Eu estava a beira de assinar Stone Roses e o advogado da Rough Trade foi devagar demais para fazer o contrato. Eu deveria ter feito eu mesmo. Muitos outros erros para mencionar.

Quando você achou que foi o momento mais difícil para você continuar?
Quando a distribuidora chegou a falência, foi uma época muito escura. Mas eu não tinha nenhum desejo de desistir.

O que aconteceu depois de 1990?
Os administradores possuíam o nome depois da queda de 1989. Eu tive um selo com um pequeno índio por um ano com um imprint com a Island chamado Trade 2 por alguns anos. Agora todas as nossas atividades estão de baixo de um teto e o nosso esforço é para tentar e fazer a Rough Trande um ótimo selo.

Por que você criou o selo Blanco y Negro?
Blanco aconteceu porque um amigo meu, Mike Alway, que era o homem da música da Cherry Red Records, estava de saco cheio do seu chefe. Ele não conseguia o dinheiro que ele queria para fazer discos, então ele veio me ver. Ele fez a proposta de começar um novo selo juntos. Fomos ver Rob Dickens, o cabeça da Warner, e ele deu o nosso próprio selo na hora.

Você tem algum problema em trabalhar com uma major?
Eu só estava ajudando o Mike. Depois ele saiu. Foi uma boa alternativa para mim ter esse selo, especialmente durante os anos difíceis da Rough Trade. Isso me ensinou muito. Principalmente que eu sou mais feliz longe dessas pessoas.

Quais têm sido as principais mudanças no ramo musical?
Eu não sei. Eu estou muito ocupado ajudando a fazer discos e trabalhando com artistas para me importar com o ramo musical. Contanto que possamos ficar flutuando sobre isso, eu estou feliz. Tem um monte de pessoas que têm opiniões sobre isso, você deveria perguntar a eles.

Tudo bem, qual foi o seu maior sucesso comercial?
O meu maior sucesso comercial foi provavelmente a banda Everything But the Girl. Isso aumentou o meu apetite para tentar ter discos que viram hits.

O seu selo tem bastantes mulheres, você poderia comentar como tem sido presenciar elas ganhando o seu espaço no ramo musical?
As mulheres são geralmente muito mais envolvidas que os homens em certas áreas da vida. Isso significa que elas podem ser muito mais divertidas para estar por perto ou trabalhar juntos. Eu cresci em um ambiente fortemente inspirado pelo feminismo. E tenho tentado me comportar de acordo. Se você for bom, você será bom em qualquer filosofia.

Que artistas têm tido um grande impacto em você?
Eu sou realmente inspirado por todos os nossos artistas. É o que me carrega todos os dias. Peter Doherty do Libertines é provavelmente tanto o mais difícil como o mais talentoso artista com quem nós trabalhamos. Ele vive e respira arte, amor, vida e paixão, mas os seus demônios estão ameaçando a sua sobrevivência. É também um privilégio está trabalhando pela primeira vez com Belle & Sebastian.

Obrigada Geoff! Gostaria de deixar alguma mensagem?
Apenas dizer boa sorte, mantenha a cabeça pra cima e guie pela direita. Obrigado.

Just can´t get enough!
See ya.
enviada por Badauí



21/05/2006 19:11
The Ordinary World.

Mundo ordinário esse. Desde março que eu não consigo atualizar nada nem tempo para que as idéias possam fluir tranqüilamente e acima de tudo, naturalmente.

Tantas coisas lidas nesses últimos tempos. Tantas músicas tocadas no meu mp3 player. Tantas canções baixadas. Tantas e tantas coisas surgidas. Bandas novas. Filmes power-foda assistidos por esse babaca. Mas enfim.

Nosso mundo moderno impede nós de fazermos aquilo que sempre gostaríamos de fazer.
Mas a volta depois de 2 meses, mais ou menos, tem um nome em especial: THE SHINS.

Mas precisamente, uma canção. NEW SLANG. Já conhecia três canções anteriores dessa banda americana. Coisinhas ensolaradas, tempinhos bons aqui, violão, um quê de Simon and Garfunkel e uma melodia muito gostosa para ser ouvida nesse tempo de frio no centro-sul.
E tinha curtido muito ter assistido Hora de Voltar (Garden State, de Zaff Brach, EUA, 2004) com a gatíssima Natalie Portman.
Uma história simples mas deliciosa para quem não curte histórias bombásticas. Um típico filme indie para o público idem.
Filme para Sundance. E foi assim.

Mas a questão aqui é falar dessa canção. Solamente.

Somente para retratar o quanto essa canção é muito boa, eu busquei uma resenha do site da tv portuguesa RTP. Essa resenha fala do segundo disco da banda chamado Oh, Iverted Word.



SHINS, The
“Oh, Inverted World”

Os 60’s estão de volta!

Este quarteto de Albuquerque já não vai passando tão despecebido quanto nos idos anos da sua formação, no final dos anos 90. Após árdua tarefa para (se) fazerem ouvir a sonoridade ‘clean’ e melódica dos anos 60, eis que a editora SubPop os agarra e, em 2001, nos surge este “Oh, Inverted World”, um álbum com muito sol, joïe de vivre, Beach Boys e Simon & Garfunkel.

“New Slang”, sem dúvida a grande faixa do álbum, prova tudo isto. Tal como “Weird Divide”, opta desde logo pela ênfase nos monossílabos e numa simplicidade a toda a prova, quer a nível estrutural, quer a nível da produção. O ar ‘retro’ ainda mais ajuda, já para não falar da voz de James Mercer.

“One By One All Day” deambula etereamente, com traços Shinianos já bem vincados tais como os fade outs. “Know Your Onion” faz bater o pé com um ritmo muito pop e muito british, mas “Girl Inform Me” não lhe fica atrás na corrida à música mais ‘catchy”.

Ah, sim, e depois temos “New Slang”; mas disso já se falou no início...

Os Shins podem vir de Albuquerque, usar cachecol metade do ano e calções na outra metade. Podem ter uma aparância tímida e divinizar o art rock ao mesmo tempo. Podem não ter a presença electrizante de um Beck no palco nem a sorte de um Badly Drawn Boy e serem chamados para compor uma banda-sonora para um filme mainstream. São, contudo, uma das mais deliciosas e melódicas promessas de um rock açucarado mas light q.b. para se poder consumir sem reservas.

E... já falámos de “New Slang”?...

Enfim, fica aqui meu pequeno testemunho. E espero voltar a escrever como antes. Tenho tantas resenhas de filmes para colocar, discos para descrever, canções para comentar, bandas para criticar. Tudo isso na visão de um jovem cara louco por coisas indie-pendentes. E rock´n roll. E que me chame a atenção, antes de mais nada.

Eu detesto Bloc Party. Não sou fã do Franz Ferdinand. Arctic Monkeys é ruim. Não gosto. E não gosto.
E curto The Shins, que ninguém fala. Então eu estou no caminho certo.

Chau.
enviada por Badauí






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